quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Para bom entendedor:

Nenhuma palavra basta!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Teus olhos (Marcelo Camelo)



Teus olhos abrem pra mim
Todos os encantos
Teus olhos abrem pra mim


Teus olhos abrem pra mim
Todos os encantos bons
Tudo que se quer vai lá


Eu vi na terra
Você chegando assim
Assim, de um jeito tão sereno


Ai, ai, meu Deus do céu
Eu vivo sem pensar
Se sou só


Acho que eu não vou mais
Agora tudo tanto faz, meu bem
Eu vi você passar
Levando meu encanto


Caminho sem saber de mim
Eu vivo sem pensar
Se sou só
Ou mar


Mas eu conto com você
Pois enquanto eu não me resolver
Eu vou lá, eu vou lá
Pois enquanto eu não me resolver
Eu vou lá, eu vou lá

(Má)temática





Sentada, ela conta:

Sem sal,

Sem sabor,

Sem cor,

Sem amor,

Sem amigos,

Sem brilho,

Sem teto,

Sem chão,

Sem ter,

Sem ser,

Sem vida,

Sem destino,

Sem vergonha,

Sem razão,

Sem luz,

Sem brilho,

Sem ar,

Sem fim,

Sempre.

Na Matemática da sua vida,

Sempre assim:

100 igual a 0.


by Marcinha Gomes

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

DepresSom





Só quem já ouviu

o desprezo do silêncio,

Sabe o quão alto ele toca

num coração partido.



by Marcinha Gomes

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Olhos que falam






Com seu lápis de olho,

ela escreve e desenha nas janelas d'alma,

seus sonhos e desejos.

E todos podem ler

o que diz seu coração.


by Marcinha Gomes

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Tá na hora da janta





O Brasil compreende e aceita Lula - e dá ao presidente inédita popularidade entre os homens do poder - porque Lula compreendeu e aceitou o Brasil. É simples assim.


Certos segmentos da elite e da grande imprensa, que tentam desqualificar Lula e o seu eleitorado, agem como as madames quatrocentonas paulistas que oferecem banquetes para duzentos talheres em suas mansões. Cheias de si, conhecedoras das regras de etiqueta dos grandes ágapes, as madames se horrorizam quando alguém esculhamba o ritual, inverte pratos e facas, altera a ordem dos copos e desarticula as pompas e circunstâncias da festa.


Toda liturgia pressupõe um jogo de poder. A imposição de regras de etiqueta serviu, ao longo da história, para delimitar terrenos, marcar territórios e colocar cada qual em seu devido lugar. Quem não respeita a liturgia, a regra, os chamados bons modos, não merece frequentar o clube dos bem nascidos e a mesa dos poderosos.


Desta forma o discurso da etiqueta serve, não raro, para segregar, erguer paredões, consolidar posições e inibir mudanças. Assim acontece - e de forma exacerbada - na esfera da política, reino repleto de todos os salamaleques cerimoniais que caracterizam as sociedades hierarquizadas.


O recado da liturgia é claro: os que não conhecem o cerimonial e não sabem se comportar não merecem frequentar a fidalguia dos salões. Somos, afinal de contas, o país que reproduziu trezentos anos de casa grande e senzala na arquitetura dos apartamentos com dependências de empregadas, os chamados quartinhos de fundos.


O que certa elite não perdoa em Lula é exatamente a dimensão simbólica de sua presidência - aquela que subverte a liturgia e, desta maneira, quebra a lógica de segregação que o exercício do cargo de mando geralmente impõe.


Lula é o batuque da senzala que abafa o bafafá da casa grande; é canto de torcida que invade os nobres balcões dos teatros de ópera; é a empregada doméstica que rasga o uniforme branco - em alvo contraste com o corpo preto - que escancara visualmente sua função de mucama da sinhá. Lula é, enfim, o homem comum que botou a faixa e subiu a rampa - território outrora destinado aos generais com seus galardões e aos bem nascidos principes das sociologias.


A imagem mais emblematica desse simbolismo foi a de Lula carregando um isopor cheio de cervejas em um dia de praia. Os jornalões estamparam nas primeiras páginas, com manchetes e charges que travestiam em humor o preconceito e o espanto, a figura do presidente da República agindo como homem comum. Não se espantariam, todavia, se um empregado carregasse a bebida do presidente, feito o negro de ganho que em antanhos carregava os pesos e pertences do senhor.


Os homens miúdos são necessários para preparar o jantar, arrumar talheres, manobrar os carros, limpar os banheiros, tirar a poeira e varrer os comodos das mansões. Chegam até mesmo a receber algumas gentilezas que mascaram a indiferença cordial dos poderosos. Que os miúdos fiquem longe, porém, do banquete de não sei quantos copos, garfos e facas de prata.


Os doutos poderosos não entendem Lula simplesmente porque nunca carregaram o isopor e ainda se esqueceram, trancafiados em decadentes palacetes, de olhar o céu e constatar que anoiteceu no Brasil (e como está bonita essa noite clara, de lua cheia e gente na rua).


Tá na hora da janta, a fome é tanta e a mesa é nossa.


Abraços

Luiz Antônio Simas

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Acordando





Quando saíres de si,

Verás que, também, estás

Dentro de mim.


by Marcinha Gomes

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Frangolino



O fofo frango d'água, que encontramos com as patinhas quebradas, já tirou as talas e está com as patinhas recuperadas. Recebeu, do casal de veterinários que o tratou, o nome de Frangolino. Está se alimentando de ração e está cada vez mais perto de voltar à natureza. Parabéns a todos nós que preservamos a vida!!! Muito feliz!!!

sábado, 7 de agosto de 2010

Espiritismo na prática

O trecho abaixo é para ser lido sem pré-conceitos, não apenas com os olhos, mas tbm com a alma:


ISTOÉ – Com qual legado o sr. quer ser lembrado daqui para a frente?

Lula – O mais importante é a relação que eu estabeleci com a sociedade. No meu governo, eu fiz 72 conferências nacionais, de tudo o que você possa imaginar. Todas as políticas públicas que nós colocamos em prática são resultado de milhares de pessoas participando nos municípios, nos Estados, até chegar aqui. Esse é o legado que nós vamos deixar, que nenhum presidente vai ter coragem de mudar. Há muitas coisas que me emocionam (fala com os olhos marejados). Foi um processo educativo. De a gente teimar que era possível provar o seguinte: o Palácio de um governo não é apenas para receber príncipe, rainha ou presidente. É para receber do pé descalço ao cara que está de sapato alto. Essa foi a coisa rica do governo. Os sem-teto entrando lá dentro e chorando. Os cegos também entraram. Aprovamos aposentadoria para hansenianos que ficaram mais de 30 anos em colônias. Beijei cada um, porque nunca um presidente havia encostado neles, possivelmente de nojo. Eu acho que esse é o legado. Todos os anos, eu me reuni com reitores, com prefeitos. Não houve segmento da sociedade que ficou de fora: foi do empresário mais rico ao cidadão mais pobre. Eu acho que esse é o grande legado que espero que seja um grande aprendizado para o nosso país. Deus queira que o Brasil continue andando desse jeito. Se continuar assim por mais seis, sete anos, nós seremos a quarta economia do mundo. O povo vai estar comendo mais e consumindo mais. Eu adoro quando vejo os jornais dizerem, às vezes em letrinhas pequenas lá embaixo no rodapé, que os pobres estão comendo mais e que o consumo aumentou, que a classe D está comprando mais. Eu acho tudo isso fantástico. Mas ainda falta muito para fazer.

agosto/2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Tardes de julho


"Cai a tarde sobre os ombros da montanha onde me largo..."


Foto by Marcinha Gomes

Frio na barriga



Ao beber borboletas,

ela sente o estômago dar voltas,

então enche a boca de sonhos

para esconder seus gritos mudos.




by Marcinha Gomes

sábado, 24 de julho de 2010

Amargura




Lá vem a lua cheia se exibir, na madrugada,


com uma luz que nem é dela.


Pouco me importa esse clarão!


Já que os carinhos,


as poesias,


os pensamentos,


as músicas,


o sorriso e


o amor do meu guardião


são mais meus, não.



by Marcinha Gomes

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Doce onírico



E no balcão da padaria,

ela fez seu pedido:

_ Dois sonhos pra viagem, por favor! Que meu amor e eu iremos ganhar o mundo!

By Marcinha Gomes

quinta-feira, 15 de julho de 2010




Tum tum tum tum tum tum tum tum tum ...


Calma, martelinho do amor!


Não bata tanto no meu coração...


Às vezes chega a doer.



by Marcinha Gomes

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Só o amor liberta!




Então, chegou o dia da sua partida?
Vá!

Mas lembre-se de levar-me

No peito ou no pensamento.

É só o que peço.
by Marcinha

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Vida


Olha aí o frango d'água que encontramos com a patinha quebrada há alguns meses. Tem se recuperado aos poucos no zoológico de uma vizinha veterinária. Estamos acompanhando sua recuperação para que ele possa voltar logo ao seu habitat natural. Lindinho, né? Preservemos o planeta Terra e seus moradores.
beijos*natureza
Marcinha Gomes

terça-feira, 29 de junho de 2010

Sigla

Sinto,
Anseio,
Uso,
Dedico,
Amo,
Diariamente, meu
Encanto.


by Marcinha Gomes

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pétala



E disse Djavan:


Por ser exato, o amor não cabe em si.

Por ser encantado, o amor revela-se.

Por ser amor, invade e fim.

Sorria!

Contando estrelas
do teu sorriso
no teu palco-céu da boca.


by Marcinha Gomes

quarta-feira, 16 de junho de 2010

amor,



me vê um morango


que combine com meus pensamentos


de palavras vermelhas, please?